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Croquis · review

★
Top reader Jan 27, 2024 · 3 min read
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8 /10

"Pacing estranhamente acelerado com uma baita reflexão, é tipo um speedrun de sensatez" - Julian "The goat" Lucas Croquis de Hinako Takanaga, acho que por se passar na faculdade, teve um impacto ainda maior em mim, por se tratar de tudo o que passa em uma faculdade de artes, mas ainda mais, me deu uma visão de como era visto homossexualidade antigamente, sendo que uma grande parte da minha experiência com esse tipo de mídia tende a marginalizar pessoal viado. Em especial a parte do Nagi se ver meio que em uma obrigação de se tornar uma pessoa trans para poder se ver digno o bastantede namorar um homem foi um prisma que eu nunca vi observado antes e pelo menos pra mim, parece algo bem próprio ao Japão, apesar de todas as suas liberdades em relação a gênero. Eu tendo a preferir histórias mais verossímeis em relação ao que tange uma relação gay, então ver o Nagi, alguém abertamente gay (apesar do padrão de uma parte da relação ter arquétipos femininos), ser obrigado a trabalhar em um bar gay, na verdade todas as mulheres trans de lá estão em situação de pobreza. Mas acho que o ponto focal do mangá é justamente a relação entre Nagi e Kaji, e eu acho especialmente fofo o Modo como o Kaji abertamente aceita a relação entre os dois e não tem medo de demonstrar isso, um carinho tanto que desconcerta Nagi, alguém conseguir declarar para todos, e acho que é uma história bem realista por conta disso, trazendo coisas como a pressão sexual vinda de outras pessoas, e inclusive tem uma cena dedicada a como existe essa dificuldade de pessoas trans conseguirem parceiros fixos e serem subjugados a "amantes" de outros. Acho que a arte ás vezes pode vir de contraste com os temas um pouco pesados, mas acho que isso vai ainda mais pra poder ir de encontro com o próprio mangá e o fazer mais diferenciado do que a maioria, e o pacing, por ser um oneshot é um pouco mais acelerado, mas acho que é um belo de um exemplo de como as personalidades do Nagi e do Kaji entram em conflito, com o Kaji sendo aberto a todos sobre a relação e o Nagi ter inseguranças, o que é irônico. Namorados são mesmo o tipo mais ocupado de pessoa, e acho que toda essa muitas vezes dificuldade de estar em um relacionamento gay só reforçam o intenso amor que está envolvido em cada uma dessas relações ~~~~

Sobre as outras três histórias:
Do meu primeiro amor I:
MUUUUUITO melodrama pra no final eles nem terminarem juntos e o amor perdido revelarem que é BI?!?!!?! tipo brooooo. Eu achei relativamente básico, mas sempre que tem um time forward em yaoi pra quando eles estão velhos me dá um quentinho no coração.

Um desejo para a Estrela:
Bem hit or miss, é uma bela de uma história coming of age, mas o final eu achei meio frustrante, com o interesse amoroso indo embora e não tendo nenhuma conclusão satisfatória, pra mim pareceu rushado.

Do meu primeiro amor II:
Agora simm ESSA É MUITO BOA. Quem diria que histórias a partir do ponto de vista do Seme seriam interessantes (Recentemente estou descobrindo isso com Sasaki e Miyano), mas por mais que algumas coisas sejam um pouco questionáveis que nem a cena da festa de pijamas, acho que esse final bittersweet é muito mais catártico pela visão de Kamota, por ver como tudo poderia ter dado certo.

Mark
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